Flock: o browser da Web 2.0

9 07 2007

Logo do FlockAlém do Pownce, estou testando um novo programa. Trata-se do browser Flock, cuja versão 0.9 está sendo lançada oficialmente nesta terça (mas já estava disponível no site há alguns dias). Na verdade, eu já tinha testado umas versões anteriores. Mas logo em seguida desistalei o programa, pois estava ainda cheio de bugs. Desta vez, fiquei muito impressionado.

O esforço da equipe é produzir um navegador totalmente voltado para as ferramentas de colaboração da Web 2.0. Por exemplo, estou escrevendo este post na ferramenta de edição de posts do Flock. As imagens que você vê foram arrastadas diretamente de seus sites originais para cá, sem que eu precisasse copiar e colar URLs. E, ao selecionar um texto em uma webpage, basta clicar com o botão direito na opção “Blog this” para o trecho ser copiado automaticamente para a janela de edição. Esse recurso funciona com os principais serviços de blog na rede.

A interface gráfica é a melhor que já vi em um browser. É elegante e de excelente usabilidade. Ao cadastrar sua conta no Flickr ou YouTube, você tem acesso a suas imagens e de seus amigos na Media Bar, conforme a imagem abaixo. Para vê-las diretamente no site original, basta clicar na miniatura. Muito funcional e inteligente. Ah, você ainda conta com uma interface intuitiva para envio de imagens para o Flickr.

O Flock ainda facilita o envio de links para amigos e o uso de serviços de social bookmarking como o del.icio.us e ma.gnolia (esse eu não conhecia ainda). O browser também oferece um leitor de feeds e um interessante clipboard para textos e imagens encontrados na web.

A maior parte das extensões do Firefox funciona no Flock, já que ambos têm a mesma base operacional. Eu ainda estou tendo uns probleminhas sincronizando a barra de favoritos através do Google Browser Sync, mas creio que isso será resolvido em breve.

Enfim, vale a pena fazer o download e testar. Mas cuidado para não ficar de queixo caído!

Blogged with Flock

Tags: , , ,





Twitter e Pownce no ringue do microblogging

8 07 2007

Havia um tempo em que o termo microconteúdo era usado para a definição de blogs. Mas como descrever o microblogging: micro-microconteúdo?

Microblogging refere-se aos processos interativos mediados por interfaces como Twitter, Jaiku, Moodmill, Hictu, e Tumblr. Trata-se basicamente da publicação de uma frase sobre o que se está fazendo naquele momento. O próprio slogan do Twitter define essa nova onda: What are you doing? E recursos para microblogging já vêm sendo incluídos nas interfaces de sites populares da Web 2.0, como nas redes de relacionamento Facebook e Bebo e no serviço de blogs Xanga (o Xanga Pulse).

E como quase tudo na Web 2.0, o microblogging virou uma febre instantânea. De uma hora para outra, o Twitter pipocou nas páginas da blogosfera. Enquanto se lê um post, fica-se sabendo se o blogueiro está escrevendo um artigo, indo viajar ou jogando mega-drive. A ênfase no instante, na transmissão online do aqui e agora, é facilmente percebida pelo uso constante do gerúndio. Blogar é dizer o que se pensa sobre algo que se fez, leu ou viu; microblogar é dizer o que se está fazendo. No blog, se pensa sobre o que se escreve; no micropost, se escreve!

O interessante é que o microblogging cria uma nova interface para um processo que se popularizou entre nós de forma emergente. Ora, não é nada incomum ver pequenas frases ao lado do nome dos amigos listados no MSN sobre o que eles estão fazendo.

Confesso que nunca me interessei muito pelo Twitter. Ele me exigiria uma dedicação com a qual não conseguiria me comprometer. Para que o microblogging tenha sentido, é preciso publicar constantemente. Por exemplo, qual a graça de ver no Twitter do blog da Maria Clara que, 40 dias atrás, ela estava jogando mega drive?!!! Ou ela largou o mestrado e continua jogando até hoje?

Meu colega Henrique Antoun, por sua vez, prefere publicar em uma mesma interface o que um conjunto de pessoas (amigos ou não) e até mesmo instituições (como a BBC) estão publicando em seus Twitters.

O Jaiku oferece uma interface melhor. Mas acho que esse serviço vai acabar sendo o que as fitas Beta foram para o VHS: um competidor mais sofisticado, mas que não emplaca. A Web 2.0 é mesmo cruel! Funciona como uma festa, que é legal porque está cheia. Não importa se o bar ao lado é melhor e tem bebida mais barata.

Na verdade, eu ia escrever este post na semana passada e ia comentar que apostava que o Twitter seria comprado em breve pelo Yahoo (o que ainda não duvido). Mas eis que surge um competidor mais interessante, e que conta com a criatividade de Kevin Rose, o criador do site de notícias colaborativo Digg. O Pownce ainda está em versão de testes, mas só se fala dele nos sites especializados. Trata-se de uma mistura de microblogging, com mensageiro instantâneo (infelizmente, esse recurso ainda é extremamente lento) e uma interface para se compartilhar arquivos e links com os amigos.

Eu já estou testando o sistema (veja minha página). Gostei da interface gráfica e da possibilidade de escolher temas diferentes. Além do site na Web, o Pownce oferece um programa (baseado na tecnologia AIR, da Adobe) para se acompanhar o microblogging de amigos e baixar os arquivos compartilhados. Creio que em breve esse programa terá mensagens instantâneas em tempo real, sem que se precise apertar o botão de refresh ou se aguardar a atualização automática da tela. Mas prometo uma análise mais detalhada em um próximo post.

Será que isso representará o fim do Twitter e….do MSN e do GTalk?

PS: Como o Pownce ainda está em fase inicial de testes (a chamada versão Alpha), para se entrar no sistema é preciso receber um convite de alguém que já esteja cadastrado. Já que os convites são muito limitados, o hype em torno do Pownce cresceu ainda mais (típico da Web 2.0!). Nesse espírito, muitos blogs estão fazendo concursos para a distribuição de convites. Claro, este blog não poderia ficar de fora dessa onda. Por acaso (!) tenho dois convites sobrando para distribuir. O primeiro será dado para o primeiro leitor/comentador que responder as seguintes perguntas: a) quem matou Deus?; b) quem matou o homem?





Eu também quero um iPhone

3 07 2007

Fila na Apple Store para comprar iPhoneComo acontece com todo produto cult que se preze, o primeiro dia de venda do iPhone também teve filas que começaram a ser formadas dias antes. Se você quer saber se o iPhone é tudo isso mesmo, e se convencer disso, leia esta resenha do Engadget.

Já vi gente dizendo que o iPhone não apresentava nada de novo, que a Apple é uma empresa plagiadora que só sabe fazer marketing. Sim, ela sabe o que fazer para cobrar o chamado premium price. Mas vale lembrar que a empresa registrou pouco mais de 200 novas patentes para esse celular.

Acho sempre legal como a Apple consegue juntar diversas necessidades e colocar tudo em uma mesma interface elegante e funcional. E isso não é nada fácil. Exige muita criatividade e competência. Mas o que mais me chamou atenção é a interface do bichinho e a forma com que se usa os dedos para ampliar fotos e fazer scroll. 

O iPhone vai finalmente terminar com esse negócio dos nerds andarem com bolsos e bolsas cheios de celular, iPod, palm e um notebook a tiracolo. É por essas e por outras que vou vender meu carro e comprar um. Quando? Talvez em 2035, quando a Apple lançar o telefone (telefone?) aqui; depois de conseguir fazer um dicionário em português decente, que viabilize seu tecladinho virtual, e entrar em acordo com as operadoras locais, pois alguns serviços do iPhone demandam nova infra-estrutura tecnológica.

Mas o melhor de tudo é que Marco Tempest descobriu novas funcionalidades escondidas no iPhone. Veja abaixo.

Em tempo: Marco Tempest é um mágico inovador que tem um vídeo-podcast (que eu assino) onde faz mágicas na rua, gravando tudo em seu celular. Isso é que é comunicação e mobilidade!!!