Home / Cibercultura / Como fala uma organização? Um estudo sobre as manifestações da Fifa através de Jérôme Valcke

 

Os escândalos sobre pagamentos de propina a altos executivos da Fifa e seus parceiros tornaram-se pauta obrigatória na mídia. As finanças da Copa do Mundo no Brasil e em outros países estão sob suspeita. Na verdade, a Fifa ocupa insistentemente as manchetes da mídia brasileira há alguns anos. E quase sempre envolvida em situações polêmicas. Durante os meses que antecederam a Copa do Mundo, o secretário-geral Jérôme Valcke encarnava a Fifa na pressão pela conclusão das obras e na defesa dos interesses da organização. Neste artigo eu faço um estudo sobre a comunicação da Fifa através da perspectiva da Teoria Ator-Rede e analiso as manifestações de Jérôme Valcke na mídia.

Jerome-Valcke-Fifa-Secretary-General-World-CupA Fifa é mais do que um soma de funcionários e instituições associadas. Ela constitui-se COMO um ator social, mais precisamente um actante coletivo (nos termos da Teoria Ator-Rede). Diante dessa multiplicidade, como ela se comunica, como transforma o curso das ações? Esse é o foco de meu artigo “Como fala um actante coletivo? A organização Fifa encarnada por Jérôme Valcke“. No texto eu discuto o próprio conceito de “actante coletivo” e explico como de dá a constante reinvenção das organizações através de processos de conversação e textualização. Para tanto, também uso a Escola de Montreal de comunicação organizacional.

Se você estuda algum desses temas, gostaria muito de receber sua opinião sobre meu artigo 🙂

 

Resumo:
Enquanto é crescente o volume de pesquisas sobre a agência de não humanos, o número de publicações sobre a agência de coletivos compostos por alto número de associações híbridas é muito inferior. É justamente essa problemática que este artigo pretende enfrentar. Mais especificamente, quer refletir sobre como agem as organizações. Como podem se fazer presentes, mesmo quando estão ausentes. Como suas ações deslocadas produzem diferenças. E como seus porta-vozes falam em seu nome e agem como sua própria “encarnação”. Após discussão sobre as contribuições da Teoria Ator-Rede e da Escola de Montreal para o estudo da ontologia das organizações, empreende-se uma análise da cobertura midiática das ações do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, enquanto gerenciava a finalização das obras dos estádios que sediariam jogos da Copa do Mundo no Brasil.
PALAVRAS-CHAVE:
Teoria Ator-Rede, Escola de Montreal, organização, Teoria das Organizações, actante coletivo
 
 

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