Home / Tecnologia / Testando o Google Music Beta

 

por Mariana Oliveira
Redatora

Acabo de receber convite para um dos projetos do Google que mais me chamou atenção nos últimos meses (não é o Google+, espertinho!): o Music Beta. Anunciado em maio deste ano em uma conferência de desenvolvedores e aclamado como o “iTunes/Grooveshark killer”, o serviço estava em testes e restrito a usuários nos EUA. Há poucos dias começaram a liberar a entrada de novos usuários, inclusive brasileiros. E, ao contrário do Google+, dessa vez o Google me surpreendeu.

A proposta do Music Beta é a seguinte: assim como o iTunes, o serviço centraliza todas suas músicas em um único lugar. A diferença é que suas músicas no Music Beta ficam na “nuvem”, o que significa que você pode escutá-las onde quiser – inclusive no seu smartphone Android. Sim, eu sei que Steve Jobs há pouco lançou o iCloud, que também coloca tudo o que você quiser em nuvem. Mas a facilidade de não precisar instalar nada, nenhum software ou aplicativo, conta pontos pro Google. Está no PC do trabalho? Music Beta. Tudo em uma aba, sem necessidade de ficar atualizando versões. Na verdade, o Google Music é muito mais parecido com o Grooveshark ou Spotify, sites bem conhecidos de compartilhamento de música via streaming, que já foram tema de post no Dossiê.

Mas vamos aos motivos: por que eu gostei do Music Beta?

  • Facilidade para ouvir músicas onde eu quiser, em qualquer computador ou celular;
  • Ao se cadastrar, você recebe cerca de 200 músicas free, de acordo com estilos musicais que você escolhe;
  • Você pode fazer upload de toda sua biblioteca através de uma ferramenta simples chamada Download Music Manager, que só precisa ser utilizada uma vez: depois disso ela atualiza sua biblioteca automaticamente;
  • A interface da biblioteca é organizada e inteligente (apesar de não ser nada bonita), e o sistema de buscas é ótimo;
  • Você pode marcar músicas com um simples “thumbs up”, que automaticamente cria uma lista com suas preferidas;
  • A criação de playlists personalizadas é muito intuitiva;
  • As Instant Mixes são playlists inteligentes que o Music Beta cria pra você com base em uma única música. Você dá como exemplo “All you need is love” e recebe uma playlist mix com 25 músicas relacionadas.
  • Você pode integrar ao browser (Chrome, é claro) e baixar algumas extensões que deixam o serviço ainda melhor, como a Music Plus, que além de adicionar um botão de download (gratuito) em tudo, possibilita notificações em HTML5 quando troca a música, acompanhamento da letra da música, sincronização do scrobble de suas músicas com o perfil no Last.FM, entre outros. O surgimento de novas extensões pode tornar sua experiência ainda mais rica.
  • O streaming é leve, pesa pouco na navegação e não fica “trancando”, como no caso do Grooveshark e similares. Ah, e também não tem anúncios :);
  • Ainda comparando com o Grooveshark e o Spotify, que vivem em guerra com gravadoras e seguidamente perdem algumas músicas do seu catálogo: como no Music Beta é você que faz upload das suas músicas, esse problema não existe.

O que tira a empolgação:

  • A interface não é muito agradável visualmente, é tudo meio retangular, com cores “tristes” (muito cinza). Mas layout, definitivamente, nunca foi a praia do Google. No GooglePlus eles acertaram, mas dizem por aí que teve dedo de algum ex-funcionário da Apple para deixar tão harmônico.
  • Outro problema clássico do Google: compartilhamento. Ao contrário do Grooveshark, não há como enviar suas músicas para o Facebook/Twitter, nem criar playlists compartilhadas.
  • Também em comparação ao Grooveshark e ao Last.FM, não há listas de “mais ouvidas” por outros usuários. É como se você fosse uma ilha.
  • Não existem “estações” em que você pode ouvir músicas e descobrir coisas novas, como no Last.FM. O Stereomood, por exemplo, é um site só de estações musicais de acordo com seu humor.
  • O seguro morreu de velho: não é porque suas músicas estão em nuvem que você deve apagá-las do seu HD, certo? É melhor manter na nuvem como uma espécie de backup, que você pode acessar também via smartphone.
  • Não se sabe se vai ser pago… a versão beta, por enquanto, é gratuita.
  • O Google vai saber ainda mais sobre você.

Enfim, como qualquer serviço beta, ainda há muito o que melhorar. É claro que não estamos falando de nada definitivo, mas acredito que o Google Music Beta será um marco na indústria de música online. E você, o que achou?

PS: Obrigada @elyndo pelo convite 🙂
PS2: No Music Beta as coisas vão mais devagar: cada novo usuário só tem direito a 2 convites. Ou seja, se você veio aqui atrás de convites, eu não tenho mais. 🙁

 
 

5 Comments

  1. MEDO do google! hehe
    Jura, adoreeeei essa proposta do google music beta, quero muito!
    Mas realmente fiquei pensando sobre a questão de ainda não dar pra compartilhar e ver as listas dos outros. Será que não é pq a GENTE q faz o upload dos arquivos e daí fica uma questão de direitos/pirataria aí em aberto? No Grooveshark as músicas que podemos ouvir, compartilhar, etc é ELE q disponibiliza né? (por ex. não tem Beatles).
    Bjo!

     
  2. Nicholas says:

    tem jeito de excluir o goolge music sem excluir a conta do google , pq só fiquei sabendo que iria ser pago depois de aceitar o convite
    obrigado

     
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  4. oi,
    Fiquei sabendo aqui essa novidade da google, muito interessante!

     
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